Futebol amador

Junho 19, 2007

Copa Paquetá: A paixão pelo futebol amador

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A Copa Paquetá é atualmente o maior torneio de futebol amador do Estado. Teve início no ano de 1989, com pequena expressão no cenário esportivo gaúcho. O que realmente impulsionava os organizadores para a sua realização era a paixão pelo futebol amador, mesmo diante de obstáculos como campos enlameados e “carecas”, com equipes que não compareciam aos jogos, quadro de arbitragem suspeitos, falta de estrutura e outras adversidades. Esses problemas nunca desanimaram os organizadores do campeonato. Atualmente o torneio conta com mais de 200 equipes representando nove municípios, premiação livre de 5000 mil reais e mais de 15 campos à disposição (alguns continuam enlameados e carecas) da organização do campeonato. “É uma paixão até mais forte que a do futebol profissional”, comenta Paulão da Tuca, 40 anos, um dos organizadores.

Muitas pessoas acham que a maioria dos jogadores amadores, tentou o profissionalismo e não conseguiu, ou seja, são boleiros frustrados. Quem ainda acredita que seja assim, está completamente enganado. A maioria nunca achou que seria profissional da bola ou chegaria a jogar em um grande clube, o amor pelos clubes amadores é maior até que pela dupla Gre-nal. “No meu coração, o Vasco, time da minha comunidade, vem em primeiro lugar, depois o Grêmio”, afirma Roberto Luz, 29 anos, referindo-se ao Vasco da Gama da Vila Safira, time da Zona Sul de Porto Alegre. Roberto joga no Vasco desde 1990.

Márcio Costa, 35 anos, treinador do Inter da Praça – COHAB / Guaíba há seis anos, sempre jogou por diversão. Foi jogador amador durante 1993 a 2001, e nunca jogou futebol profissional. “E olha que eu tinha bola pra jogar em muitas equipes grandes do país”.

Plínio Vinícius da Costa, 23 anos, jogador do Inter da Praça, é funcionário público do estado (Secretaria Estadual de Educação e Cultura) e já jogou profissionalmente no Ponta Grossa (PR), Atlético (PR), Mirassol (PR). No último ano de profissional, em 2001, foi Campeão Paranaense e Brasileiro pelo Atlético do Paraná. Está jogando a Copa Paquetá por ser o campeonato mais divulgado e organizado do Estado na categoria amadora. Decidiu largar o futebol profissional, para viver uma vida mais tranqüila como um trabalhador comum e ter uma carreira que permitia um futuro mais certo. “Resolvi voltar a estudar e trabalhar em algo que seja mais certo. O glamour do futebol é para poucos”, esclarece.

 Acesse futebol amador (parte 2)

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